Nota da MegaEdu - Conectividade Escolar: o que avançou de fato
- MegaEdu

- há 2 dias
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O Brasil viveu recentemente um dos avanços mais importantes da sua história quando falamos em infraestrutura tecnológica educacional. Nas últimas semanas, veículos de imprensa comprometidos com a agenda da inclusão digital nas escolas públicas brasileiras, como A Folha de São Paulo, o Valor Econômico e O Globo, trouxeram dados relevantes sobre a conectividade de escolas. Dada a importância do tema para a educação brasileira, aproveitamos a oportunidade para colaborar com algumas análises e dados complementares e uma perspectiva de quem acompanha de perto este tema há alguns anos.
Em pouco mais de dois anos, a proporção de escolas públicas com internet em velocidade adequada para atividades pedagógicas saltou de 49,1% para 74,1% - resultado que evidencia uma transformação em escala nacional. Na prática, isso significa que quase 6 milhões de estudantes agora contam com direito de aprender com uso de tecnologia.
Se olharmos de perto, veremos que os avanços e o foco da Estratégia Nacional Escolas Conectadas (ENEC) foi justamente de corrigir disparidades. Parte relevante desse avanço ocorreu em redes e territórios historicamente mais desafiadores, com saltos de 23,6% das escolas para 65,8% na região Norte, e de 45,6% para 74,5% no Nordeste.
Segundo o Censo Escolar 2025, apenas 9 mil escolas ainda estão completamente desconectadas, as mais vulneráveis, sem nenhum acesso à internet. Destas, mais de 7 mil já estão em processo de contratação de internet, considerando editais publicados. Diante desse cenário, é importante destacar que acreditamos ser possível, sim, terminar o ano de 2026 com 100% das escolas públicas tendo recursos destinados para receber acesso à conectividade.
Os resultados até aqui e a reta final para a universalização contaram e devem contar necessariamente com o compromisso dos três níveis federativos, com atuação e coordenação do Governo Federal.
Na MegaEdu, nos últimos anos, acompanhamos mais de 10 Secretarias Estaduais, mais de 150 Secretarias Municipais e vimos a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) virar realidade no chão de escola. A ENEC, política interministerial liderada pelo Ministério da Educação, organiza sob um mesmo arcabouço as metas e as diretrizes técnicas sobre esta agenda. Olhando de perto, fica evidente que foi exatamente essa coordenação e atuação complementar entre entes e políticas que tornou possível conectar dezenas de milhares de escolas em tão pouco tempo.
Houve uma priorização clara da pauta que destravou o andamento e garantiu velocidade à implementação das políticas. O Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação (FUST), para dar um exemplo, após mais de duas décadas de existência sem uso, em 3 anos, investiu mais de R$ 1,5 bilhão para conectar escolas. O FUST se consolidou como importante mecanismo de conectividade de escolas nos últimos anos, reforçando seu compromisso equitativo ao priorizar a conexão de escolas públicas em todas as suas modalidades.
Há muito o que celebrar, portanto. Mas, isso não significa ignorar o quanto ainda falta caminhar. É possível observar que o impacto que garantir o acesso à internet na escola teve para apoiar diretores e professores. Agora, o próximo passo é garantir que os estudantes tenham acesso ao mundo digital, garantindo a quantidade adequada de dispositivos. Há razões para otimismo: os Estados dispõem de recursos repassados pelo governo federal via Lei nº 14.172, para investir em sua infraestrutura escolar até dezembro de 2026.
Esse investimento pode dar um salto sem precedentes na disponibilidade de equipamentos. Governo Federal e Governos Estaduais em coordenação têm uma janela de oportunidade para avançar. Há tarefas importantes nos próximos meses a fim de fechar com chave de ouro o resultado expressivo que tiveram nos últimos anos.
A partir disso, é esperado que esta geração viva um ambiente escolar equitativo e saia da escola muito mais preparada e com acesso a melhores oportunidades.




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